Qualidade da fibra é debatida durante Dia de Campo do Algodão

O evento aconteceu no Campo Experimental da Fundação Bahia

Com o tema: ‘Algodão da Bahia – Estabilidade, rentabilidade e qualidade de fibra’, a Fundação Bahia e Embrapa, realizaram mais uma edição do maior evento técnico da cotonicultura do Estado da Bahia, o Dia Campo de Algodão, com o objetivo de ajudar os cotonicultores baianos a manter o diferencial competitivo abordados no tema voltado para a qualidade da fibra. O evento aconteceu no Campo Experimental, no último dia 10, e contou com a presença de aproximadamente 400 pessoas, entre elas produtores, consultores, associações de classe, instituições de ensino e pesquisa, além de outros participantes ligados ao agronegócio.

O evento aconteceu no Campo Experimental da Fundação Bahia com o tema: ‘Algodão da Bahia – Estabilidade, rentabilidade e qualidade de fibra’, a Fundação Bahia e Embrapa, realizaram mais uma edição do maior evento técnico da cotonicultura do Estado da Bahia, o Dia Campo de Algodão, com o objetivo de ajudar os cotonicultores baianos a manter o diferencial competitivo abordados no tema voltado para a qualidade da fibra. O evento aconteceu no Campo Experimental, no último dia 10, e contou com a presença de aproximadamente 400 pessoas, entre elas produtores, consultores, associações de classe, instituições de ensino e pesquisa, além de outros participantes ligados ao agronegócio.

A primeira estação técnica ficou a cargo das entidades, representadas pelo presidente da Fundação Bahia, Ademar Marçal, o presidente da Abapa, Júlio Busato, e o chefe adjunto de pesquisa da Embrapa Algodão, Dr. Liv Soares Severino. Ademar Marçal lembrou os 20 anos da entidade e falou sobre o lançamento das novas cultivares. “Nesse ano em que a Fundação comemora 20 anos, o produtor é presenteado com essas três novas variedades que trarão muitos benefícios para o produtor. As BRS’s estão distribuídas em toda a Bahia e acredito que teremos boas surpresas. Vivemos uma época em que o produtor pra se manter precisa produzir mais, com menos. Esse é o nosso desafio e por isso estamos aqui, estudando e lançando esses produtos no mercado”, disse o presidente.

Dr. Liv Soares Severino também falou das novas cultivares. “Estamos em um momento muito feliz, comemorando o resultado de 15 anos de trabalho, pesquisas e estudos. Aqui na Bahia, desenvolvemos pesquisas com o apoio da Fundação e da Abapa, e estamos com o olhar voltado para o futuro, tentando trazer novas tecnologias para que o Estado continue produzindo algodão, garantindo essa produção competitiva, de boa qualidade e de possibilidade de crescimento”, disse.

O presidente da Abapa, Júlio Busato, destacou a importância do algodão para a região e ressaltou o evento como fonte de conhecimento para a continuidade do cultivo. “Temos a melhor produtividade do Brasil, temos uma fibra que é uma das melhores do mundo. Sabemos que o algodão é o carro chefe que gera renda e emprego para a população. Precisamos de novas tecnologias, de boas novas cultivares, como estas lançadas pela Fundação Bahia e Embrapa e, sem dúvida, cada vez mais de conhecimento. Esse evento é uma oportunidade para aprendemos mais”, disse o presidente.

Ainda nessa estação, Ademar fez apresentação das novas cultivares Bollgard II RF. “Estamos lançando o primeiro algodão fibra longa do Brasil. Esperamos que cada produtor se empenhe em plantar essas variedades e juntos estaremos fortalecendo o mercado para receber esses produtos”, disse Marçal. Em seguida aconteceram as visitas aos plots das cultivares, conduzidas pelo pesquisador da Embrapa, Dr. Nelson Suassuna e o assessor de desenvolvimento de mercado da Fundação Bahia, Eugênio Munduruca.

Perspectiva de safra – Na segunda estação, o pesquisador, Dr. Eleusio Curvelo, falou sobre o ‘Cenário atual e a perspectiva da cotonicultura do oeste baiano’. “Para a safra 2016/2017, a Bahia deve colher cerca de 263@/ha, um número 50% maior que na safra passada. Para as safras futuras, se prevê o retorno dos produtores que fizeram a rotação com soja, expansão da área plantada em 40 a 60 mil ha e preços mais compensadores que o milho e soja”, pontuou Dr. Eleusio, que também falou sobre os maiores problemas enfrentados nas últimas safra, como excesso de chuva na colheita, apodrecimento do baixeiro, número excessivo de opções de cultivares, veranico acentuado nas primeiras regiões produtoras e redução na produtividade.

Nessa mesma estação o representante da indústria Cia. Valença Industrial, Sérgio Benevides, falou sobre as ‘Demandas da Indústria Têxtil: Qualidade de Fibra do Algodão’ e relatou o contexto da qualidade do algodão na Bahia há alguns anos. “Quando nós começamos a comprar algodão na Bahia, nós vimos que era muito bom e dispensávamos, inclusive, o teste de HVI. Percebemos logo que existiam pouquíssimas variedades plantadas e isso garantia a qualidade da fibra. Era basicamente uma única semente e as usinas eram quase todas no mesmo padrão. Infelizmente, essas características foram caindo e foi implicando em uma queda de qualidade, o que acarretou em prejuízos para a indústria. Se você tiver uma qualidade boa, as máquinas andam praticamente sozinhas, se a qualidade for ruim, é preciso contratar mais gente para emendar o que rompeu, e foi isso que aconteceu. Nos últimos anos tivemos que aumentar o número de pessoas, por conta da queda de qualidade, com menor cumprimento e fibras mais curtas, menor resistência. Esperamos que a Bahia volte a fornecer o algodão de ótima qualidade que fornecia”, disse.

Na última e terceira estação, o pesquisador da Fundação Bahia, Dr. Fabiano Perina, falou sobre Nematoides e o coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Santos, falou sobre o Bicudo do Algodoeiro e as ações de combate dirigidas pela Associação, num debate técnico com a presença dos líderes dos núcleos do programa.

Dois laboratórios foram montados, o Minilaboratório para identificação de nematóides e o Minilaboratório para Análise da Fibra, com demonstração de testes da Padronização Comercial dos Instrumentos de Testes de Algodão (CSITC).

O Dia de Campo do Algodão conta com o apoio das entidades de classe do agronegócio e das empresas nacionais e multinacionais de sementes e defensivos.

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